A IBM revelou em agosto de 2026 uma mudança arquitetural que pode ampliar significativamente o ecossistema de software disponível para suas plataformas empresariais. A companhia está desenvolvendo seu primeiro processador de Mainframe capaz de trabalhar nativamente com as arquiteturas IBM Z e Arm.
O objetivo não é substituir a arquitetura tradicional do IBM Z. A proposta é permitir que os dois ecossistemas coexistam. Em futuros sistemas IBM Z, por exemplo, uma empresa poderá manter aplicações críticas executadas sobre z/OS enquanto utiliza ambientes Linux Arm-native na mesma plataforma.
Um dos aspectos tecnicamente mais interessantes do projeto está na implementação dos cores. Segundo a IBM, o chip não terá simplesmente um grupo de cores dedicado ao IBM Z e outro grupo dedicado ao Arm. Cada core está sendo projetado para executar instruções das duas arquiteturas.
O processador também utiliza tecnologia de fabricação de 2 nanômetros e deverá contar com 11 cores de alto desempenho operando acima de 5,7 GHz. A arquitetura inclui ainda aceleração para inferência de inteligência artificial e uma unidade dedicada ao processamento de I/O.

O processador também utiliza tecnologia de fabricação de 2 nanômetros e deverá contar com 11 cores de alto desempenho operando acima de 5,7 GHz. A arquitetura inclui ainda aceleração para inferência de inteligência artificial e uma unidade dedicada ao processamento de I/O.
Isso também reforça uma tendência importante: modernizar Mainframe não significa necessariamente remover workloads da plataforma. Uma alternativa é trazer tecnologias contemporâneas para mais perto dos dados e sistemas críticos que já estão no IBM Z.
Por enquanto, porém, é fundamental diferenciar anúncio de disponibilidade. A IBM apresentou a tecnologia como parte da direção de futuros sistemas IBM Z e LinuxONE. Portanto, ainda não estamos falando de uma funcionalidade disponível nos sistemas atuais




